Cura do concreto em lajes: Impacto real na resistência e no desempenho
Como ressalta o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, a cura do concreto em lajes é um dos processos mais subestimados da construção, embora seja decisiva para a resistência, a durabilidade e o controle de fissuras. Continue a leitura e veja que sem cura adequada, a laje perde parte da resistência projetada, sofre retrações desuniformes e passa a apresentar manifestações precoces que reduzem a vida útil do sistema.
O concreto não seca: Ele hidrata
O erro mais comum é confundir cura com secagem. O concreto endurece por hidratação (uma reação química entre o cimento e a água) e não pela evaporação. Quando a água se perde antes que a reação se complete, o material não atinge a resistência planejada. À luz da engenharia, a cura serve justamente para controlar esse processo, garantindo que o cimento disponha de água e temperatura adequadas para desenvolver sua estrutura cristalina.
Como sugere o Diretor Técnico Engenheiro Valderci Malagosini Machado, explica que essa fase define o desempenho futuro da laje. O concreto bem hidratado ganha densidade, reduz porosidade e se torna mais resistente às variações térmicas e à penetração de agentes agressivos. Quando o processo é interrompido precocemente, o pavimento pode parecer estável à vista, mas internamente permanece vulnerável.
Retração, fissuração e a influência da cura na aparência final
A perda rápida de umidade gera retração superficial, que se manifesta em forma de microfissuras logo nas primeiras horas após a concretagem. Essas fissuras comprometem o acabamento e abrem caminho para infiltrações e deterioração prematura. O fenômeno é mais evidente em dias quentes e secos, quando a evaporação supera a velocidade da hidratação.
O controle da cura é, portanto, uma proteção contra patologias. Não se trata apenas de preservar estética, mas de impedir que fissuras iniciais evoluam e reduzam a durabilidade do sistema. Em termos práticos, o concreto que perde água cedo demais perde também a capacidade de cumprir sua função estrutural integralmente.
Tempo, temperatura e umidade: Três variáveis que definem resultado
O tempo de cura não é fixo, ele depende da temperatura ambiente, da umidade relativa do ar e da composição do concreto. Em lajes, a superfície ampla e exposta torna o controle mais delicado, pois as bordas e regiões de menor espessura perdem umidade mais rapidamente. O equilíbrio dessas variáveis é o que determina o ganho de resistência e o desempenho final.

O concreto cura de dentro para fora: quanto mais estável o ambiente, mais uniforme o processo. Isso explica por que lajes com cura irregular apresentam variações de resistência e de cor, além de maior tendência a fissuras superficiais.
Cura e aderência entre laje e revestimento: Relação direta com o acabamento
A qualidade da cura também influencia a aderência entre a laje e as camadas seguintes de revestimento. Superfícies mal curadas tendem a soltar partículas, apresentar variação de absorção e dificultar a fixação de argamassas. Além disso, as retrações diferenciais entre concreto e revestimento criam tensões que favorecem destacamentos e trincas aparentes.
Como pontua o Diretor Técnico Valderci Malagosini Machado, cada etapa da estrutura prepara o caminho para o acabamento. A cura uniforme é a transição que garante estabilidade dimensional e aderência adequada, reduzindo intervenções e retrabalhos.
Desempenho e durabilidade: A resistência que o concreto guarda
Um concreto que hidrata de forma completa mantém sua integridade microestrutural por mais tempo, resistindo melhor à ação da água, sais e ciclos térmicos. Isso explica por que a cura influência diretamente a durabilidade e o custo de manutenção. Estruturas que sofrem com perda precoce de umidade envelhecem mais rápido e exigem reparos antes do previsto.
Segundo o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o controle da cura é um investimento com retorno garantido: ele protege o concreto contra autodestruição silenciosa, aquela que começa invisível e se revela em fissuras e reparos constantes. Em obras horizontais ou verticais, o resultado é o mesmo, quanto mais disciplinado o processo, mais longa a vida útil do pavimento.
A cura é o início da durabilidade
Cura do concreto em lajes é etapa essencial para garantir resistência, aparência e durabilidade. Pode-se concluir que controlar tempo, umidade e temperatura não é detalhe técnico, mas o próprio fundamento da qualidade estrutural. Como sintetiza o Engenheiro Valderci Malagosini Machado, o concreto não falha por fraqueza do material, e sim por falta de atenção no momento em que ele se torna o que deveria ser, uma estrutura sólida, coesa e duradoura.
Autor: Orlov Balabanov




