Brasil empata com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo 2026 e levanta dúvidas sobre o time de Ancelotti

Seleção saiu atrás no placar, empatou com Vinicius Junior, mas não convenceu diante de mais de 80 mil torcedores no MetLife Stadium
A Copa do Mundo de 2026 começou para o Brasil com um resultado que misturou alívio e preocupação. No MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, a seleção ficou no empate por 1 a 1 com o Marrocos, neste sábado (13), na estreia das duas equipes, diante de 80.663 torcedores. O gol brasileiro foi um golaço de Vinicius Junior, mas não foi o suficiente para apagar as dificuldades que o time de Carlo Ancelotti mostrou ao longo dos 90 minutos. A impressão que ficou foi a de um Brasil ainda em fase de ajuste, pressionado pela expectativa de 24 anos sem título e pela qualidade crescente do futebol africano. CNN Brasil
Muito nervosa, principalmente no primeiro tempo, a seleção comandada pelo italiano Carlo Ancelotti não conseguiu confirmar o favoritismo histórico e viu os africanos dominarem boa parte do jogo. “Teve um pouco da ansiedade. No primeiro tempo eles pressionaram e fizeram transições perigosas. Mas poderíamos ter tido mais controle”, resumiu o próprio técnico após a partida. O empate levanta uma questão central para o torcedor brasileiro: o sistema de Ancelotti está funcionando? E o que precisa mudar antes do duelo contra o Haiti, na próxima sexta-feira? Gazeta do Povo
Como o Marrocos surpreendeu o Brasil no MetLife Stadium
A equipe africana começou melhor a partida, dominando as ações e abrindo o placar aos 21 minutos, com Ismael Saibari. O gol nasceu de um erro coletivo que expôs a fragilidade defensiva brasileira: Lucas Paquetá errou passe no lado esquerdo de ataque, Mazraoui acionou Brahim Díaz, que achou um belo passe em profundidade entre a dupla de zaga brasileira. Na velocidade, Saibari aproveitou a saída de Alisson e, de cavadinha, abriu o placar. OlympicsCNN Brasil
O lance não foi fruto de acidente. O Marrocos chegou ao Mundial como o adversário mais qualificado do Grupo C. Em 2022, a seleção africana fez a melhor campanha de um time do continente na história das Copas, chegando às semifinais e eliminando Espanha e Portugal no caminho. A base daquela equipe, reconhecida pela solidez defensiva e pela intensidade nas transições, seguiu como referência para a edição de 2026. O técnico marroquino montou um time compacto, disciplinado e capaz de explorar os espaços que surgem pelas costas de laterais adiantados.
Nos 90 minutos, a posse de bola ficou parelha: 51% para o Brasil e 49% para o Marrocos. Foram 12 finalizações brasileiras, sendo cinco no alvo, e 14 finalizações do time marroquino, sendo três no gol. O número de chutes do adversário africano indica que o Brasil não dominou o jogo com a autoridade esperada de uma equipe que busca o hexacampeonato. Olympics
O golaço de Vinicius e o que funcionou no ataque brasileiro
Aos 32 minutos, o Brasil igualou a disputa com um golaço de Vinicius Júnior. Ele foi acionado no lado esquerdo do ataque, cortou a marcação e finalizou colocado para empatar o jogo. O lance foi um lembrete de por que o camisa 7 é considerado um dos maiores jogadores do mundo atualmente. Com um gesto técnico de altíssimo nível, Vinicius não apenas empatou a partida como demonstrou que o Brasil tem armamento individual capaz de resolver momentos de pressão. CNN Brasil
Com esse gol, Vinicius Jr. alcançou a marca de 50 jogos pela Seleção e igualou o número de gols de Ronaldinho Gaúcho em Copas do Mundo. A referência histórica reforça o peso do momento, mas também evidencia que a equipe ainda depende muito de lampejos individuais do atacante do Real Madrid para criar perigo real. Raphinha foi outro a demonstrar movimentação interessante, mas o sistema coletivo não produziu com a fluidez que se esperava. FIFA
Para o principal desafio do grupo C, Carlo Ancelotti trouxe surpresas na escalação: Ibañez e Douglas Santos nas laterais, e Igor Thiago comandando o ataque ao lado de Vini e Raphinha. A aposta no jovem atacante como titular gerou debate, mas o resultado confirmou que o treinador ainda testa combinações para encontrar o melhor funcionamento do time. CNN Brasil
O que o empate significa para o futuro do Brasil na Copa
Com um ponto conquistado e dois jogos ainda pela frente no Grupo C, a situação do Brasil é administrável, mas não confortável. O Brasil volta a campo pelo Grupo C na próxima sexta-feira (19), às 21h30, quando enfrenta o Haiti na Filadélfia, fechando a fase de grupos em 24 de junho, em Miami, contra a Escócia. O Haiti é, historicamente, o adversário mais acessível do grupo, mas o precedente de um Brasil ansioso e pouco eficiente na circulação de bola gera preocupação legítima. CNN Brasil
O que mais chama atenção no empate não é o placar em si, mas a forma como ele aconteceu. O Marrocos não foi um adversário passivo que teve sorte; foi uma equipe organizada, agressiva e eficaz nas transições. O Brasil, por outro lado, entrou em campo com clara dificuldade de impor seu jogo nos momentos de maior pressão.
“Esperávamos começar melhor [a Copa]”, reconheceu Ancelotti após o jogo. A frase do técnico resume o sentimento que pairou no vestiário e nas redes sociais. O hexacampeonato segue como objetivo, mas o caminho até ele exige respostas rápidas. O torcedor brasileiro agora aguarda com ansiedade qual Brasil vai aparecer em campo contra o Haiti. Gazeta do Povo
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
Fontes: FIFA.com | CNN Brasil | Olympics.com | Gazeta do Povo




