Chefe da McLaren diz que surto de Covid-19 em Nürburgring acendeu alerta para riscos na F1


Time alemão isolou seis funcionários após dois testarem positivo para o coronavírus no GP de Eifel; Lance Stroll, da Racing Point, também foi contaminado após passar mal na etapa e voltar para casa Embora a Fórmula 1 tenha observado um crescimento súbito no número de resultados positivos de coronavírus, as equipes e pilotos pareciam seguros nas bolhas criadas pelos times. Até o GP de Eifel, em Nürburgring. Na ocasião, dois funcionários da Mercedes contraíram o vírus e, dois dias depois, foi Lance Stroll, que deixou a etapa por problemas estomacais antes de obter o teste positivo.
Andreas Seidl, chefe da McLaren, no GP de Eifel
Mark Thompson/Getty Images
Para o chefe da McLaren, Andreas Seidl, a ocorrência de casos dentro da bolha das equipes no GP de Eifel acendeu o alerta no time britânico, que em março, pouco antes do cancelamento da etapa da Austrália, registrou a primeira ocorrência da doença – 14 pessoas permaneceram isoladas em Melbourne ao longo de 15 dias.
– As bolhas têm que ser preservadas. Depois do que aconteceu em Nürburgring, tivemos um despertar. Toda a equipe. Temos que estar atentos e seguir nossos procedimentos. Temos algumas medidas extras aqui, principalmente para manter as pessoas longe umas das outras nos escritórios e garagens. Também tomamos outros passos com os pilotos durante o fim de semana longe da equipe para garantir que faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para cumprir as medidas – disse Seidl.
O primeiro caso de coronavírus no campeonato foi em julho, com Sergio Pérez, da Racing Point. O mexicano foi substituído na etapa dupla de Silverstone por Nico Hülkenberg. Em Nürburgring, dois funcionários da Mercedes também testaram positivo para a Covid-19 e foram isolados com outros quatro indivíduos. Lance Stroll, da Racing Point, abandonou a etapa após se sentir mal e revelou nesta semana o diagnóstico para a Covid-19. Seu pai e dono da equipe, Lawrence Stroll, também se infectou.
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– Nossa prioridade sempre foi garantir a segurança e a saúde do nosso pessoal, mas também do pessoal do paddock. Isso também se aplica a todas as pessoas com as quais nosso pessoal entra em contato durante as viagens. Estamos cientes de que temos uma responsabilidade como equipe de F1. Acho que temos procedimentos muito rígidos dentro da nossa equipe desde a primeira corrida, além das coisas que a FIA havia configurado – acrescentou o chefe da McLaren.
Mecânicos da Mercedes trabalham nos boxes
Divulgação
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Para garantir a realização das etapas durante a pandemia, a F1 organizou uma série de protocolos de segurança que visam evitar a transmissão do coronavírus durante as etapas. As medidas incluem o distanciamento social e o uso obrigatório de máscaras, além da realização de testes a cada cinco dias; até o momento, mais de 50 mil já foram feitos.
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