US Open 2026: Ben Shelton elimina Carlos Alcaraz e muda o cenário do tênis mundial

Americano supera o atual campeão em batalha histórica e coloca os Estados Unidos novamente no centro das atenções do tênis mundial.
O US Open 2026 ganhou um dos capítulos mais surpreendentes da temporada na madrugada desta quarta-feira (9). Ben Shelton derrotou Carlos Alcaraz nas quartas de final em uma batalha de cinco sets que terminou às 3h33 em Nova York e encerrou a tentativa do espanhol de defender o título conquistado no ano anterior. O americano venceu por 6-7(5), 6-1, 6-3, 1-6 e 7-6(7), depois de quatro horas e 28 minutos de partida. Além de avançar à semifinal, Shelton encerrou uma sequência de 18 vitórias consecutivas de Alcaraz em partidas de Grand Slam.
Para o torcedor brasileiro, o resultado vai muito além de uma simples eliminação. Alcaraz vinha sendo um dos principais nomes da nova geração do tênis mundial e retornava ao circuito depois de uma longa pausa provocada por uma lesão no punho direito. A derrota abre espaço para uma reta final menos previsível em Nova York e coloca Shelton diante de uma oportunidade gigantesca diante de sua própria torcida.
Ben Shelton derruba Alcaraz em uma madrugada histórica
A partida entre Ben Shelton e Carlos Alcaraz já tinha todos os ingredientes de um grande confronto antes mesmo de começar. De um lado estava o espanhol, número 3 do mundo e atual campeão do US Open, que havia chegado às quartas de final apresentando bom nível depois de retornar ao circuito. Do outro estava Shelton, número 8 do torneio, dono de um dos saques mais potentes do circuito e impulsionado pelo apoio da torcida americana em Flushing Meadows. O resultado acabou sendo uma das maiores vitórias da carreira do tenista dos Estados Unidos.
Alcaraz começou melhor e venceu o primeiro set no tie-break, dando a impressão de que poderia controlar a partida. Shelton, porém, mudou completamente o ritmo a partir do segundo set, usando a força do saque, devoluções agressivas e golpes angulados para tirar o espanhol de sua zona de conforto. Em determinado momento, o americano chegou a vencer nove games consecutivos e conseguiu levar o confronto para o quinto set. No desempate decisivo, Shelton confirmou a vitória com um ace de aproximadamente 146 milhas por hora, encerrando o jogo às 3h33, no que o US Open classificou como o término mais tardio da história do torneio.
A importância do resultado também aparece nos números. Shelton conquistou sua primeira vitória contra um jogador do Top 3 e chegou à semifinal de um Grand Slam pela primeira vez em uma campanha que já pode ser considerada histórica. Alcaraz, por sua vez, deixa Nova York sem conseguir repetir o título de 2025, embora tenha mostrado que voltou ao circuito em condições competitivas depois da recuperação física. A própria organização do US Open destacou que o espanhol havia perdido apenas um set em suas três primeiras partidas desta edição antes de enfrentar Shelton.
O que muda no US Open 2026 após a eliminação de Alcaraz
A saída de Alcaraz transforma completamente a disputa masculina. O espanhol era um dos principais favoritos ao título e chegava carregando não apenas o status de atual campeão, mas também uma sequência de 18 vitórias consecutivas em partidas de Grand Slam. Com sua eliminação, Shelton passa a ser um dos grandes protagonistas da reta final e terá pela frente outro americano, Frances Tiafoe, em uma semifinal que promete mobilizar a torcida local.
Tiafoe também chega embalado por uma história impressionante. O americano perdia por dois sets a zero para Alex Michelsen nas quartas de final e ainda estava a um game da eliminação no terceiro set, mas conseguiu reagir para vencer por 5-7, 3-6, 7-5, 6-3 e 7-6(6). A partida durou quatro horas e 38 minutos e garantiu a Tiafoe sua terceira semifinal de Grand Slam, todas no US Open. Agora, ele enfrentará Shelton em um duelo totalmente americano por uma vaga na decisão.
O cenário feminino também reforça a dimensão internacional do torneio. Aryna Sabalenka, atual número 1 do mundo e bicampeã consecutiva em Nova York, avançou à semifinal depois de superar Linda Noskova em três sets, por 7-6(1), 3-6 e 7-6(7). A bielorrussa alcançou sua sexta semifinal consecutiva no US Open e ampliou para 18 jogos sua sequência de vitórias no torneio.
Outro confronto importante envolve Elena Rybakina e Qinwen Zheng. Rybakina chegou às quartas sem perder um set sequer, enquanto Zheng eliminou Iga Swiatek em uma das surpresas da competição. Para o público brasileiro, a reta final do US Open merece atenção justamente porque o torneio está reunindo uma combinação rara de campeões estabelecidos, jovens estrelas e jogadores da casa disputando protagonismo.
Por que a campanha de Shelton interessa ao esporte mundial
A ascensão de Ben Shelton representa algo maior para o tênis dos Estados Unidos. O país colocou seis jogadores nas quartas de final das chaves de simples — três homens e três mulheres —, número que não era alcançado desde 2002. Entre os homens, Shelton, Tiafoe e Michelsen avançaram, enquanto Jessica Pegula, Coco Gauff e Emma Navarro fizeram o mesmo no torneio feminino.
Esse desempenho ajuda a explicar por que o US Open 2026 ganhou uma atmosfera particularmente favorável aos atletas americanos. Shelton e Tiafoe agora disputarão uma semifinal que garante aos Estados Unidos um representante na decisão masculina, enquanto o torneio feminino também possui forte presença local. Para o tênis internacional, isso representa uma mudança interessante de cenário depois de anos em que os grandes nomes europeus dominaram boa parte dos holofotes dos principais torneios.
A eliminação de Alcaraz também mostra como a recuperação física pode influenciar uma temporada de alto nível. O espanhol havia ficado cerca de quatro meses e meio afastado por causa de uma lesão no punho direito e voltou justamente no último Grand Slam do ano. Até as quartas de final, seu desempenho indicava que ele estava novamente próximo do melhor nível, mas Shelton apresentou um desafio diferente, baseado em potência e pressão constante.
Para quem acompanha o esporte mundial no Brasil, o principal recado do US Open é que a nova geração continua tornando o tênis cada vez mais imprevisível. Alcaraz permanece entre os nomes centrais do circuito, mas a derrota mostra que não existe espaço para relaxamento em partidas de cinco sets. Shelton, por sua vez, ganhou uma oportunidade que pode mudar sua trajetória e transformar uma grande campanha em um título histórico diante da torcida americana. A semifinal contra Tiafoe será, portanto, muito mais do que um duelo doméstico: será um dos grandes capítulos do tênis mundial em 2026.




